quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Despertar

Ah, bons tempos de adolescencia
Quando tudo era eterno
Quando tudo era certo
Quando eu era o certo, ou ao menos quando eu achava isso.

Hoje nada mais é eterno
Nada mais é certo
Eu não sou mais certo, e ainda quando estou, não acho mais isso.
Ah, obrigado tempo, hoje eu acordei.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Re-começo.

Cansei,
Cansei de ter que estudar
Cansei dessa vida de cansasso
Cansei dessa chatísse épica
E cansei desse extresse
Quero viver do que gosto
Do que não me cansa
Quero viver de diversão
Quero viver de amigos, de praia, de ar
Quero viver de vento,
Quero viver.
Quero música.
Quero ser a música, e dela viver
Mas deixa estar, se o mundo acabar hoje
Nasce outro amanhã mesmo. E nesse, ahh nesse eu vou ser o sol, pra começar.

domingo, 29 de agosto de 2010

Nostalgia

E hoje lembrei de todas as promessas
Feitas apenas com um olhar
Das manhãs perdidas
Dos risos soltos
Dos dias ruins
E desculpe minha saudade
A culpa não é dela

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Dias

E os dias tem sido sempre tão iguais,
Nada novo
Nada de novo
De novo
Volta eu, estou aqui. Após mais um dia igual.
Talvez o problema não esteja no dia, mais em mim. De novo.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

DOIS



PELO MENOS DOIS PRA GERAR UM TERCEIRO
PELO MENOS DOIS PRA QUE HAJA O PRIMEIRO
PELO MENOS DOIS PRA QUE UM SEJA INTEIRO

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Poema retirado do Blog http://caralhaquatro.blogspot.com/
Por Ricardo Castro

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Impessoal.

Passa devagar, como se não fosse ter fim
Corre amargo, como se nunca tivesse visto o doce
Anda pálido, como se as cores tivessem sumido
Não que lhe fosse ruim, não que não gostasse... só que hoje, não lhe era o bastante apenas viver. Ele queria voar, mas no fim, não tinha asas.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Pensamentos deles, Pensamentos Eles.

Você é um Pollock

Um legítimo quadro feito no chão caoticamente com tintas indecifráveis

Um Vick Muniz

Hoje somos sucata, mas fomos chocolate

Eu vou te guardar como um grafite de OsGêmeos

Como um Miró

Como um segredo que todo mundo sabe

Vou colocar na parede, no teto, em toda parte

Porque em mim você não cabe

Expor, afinal ninguém é mesmo dono de obra de arte

Você é minha Guernica

O meu que é seu---meu de todomundo

Não vou esperar o curador

Para mais um vernissage

Tenho que te tirar de mim logo

Colocar você num cofre que todo mundo tem a chave

Porque quanto mais te guardo, mais você vale.

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Poema de