terça-feira, 19 de outubro de 2010

Soneto

Que eu não veja obstáculos na união de corações sinceros
O amor não se turva em águas curvas, nem se curva ante a chuva
Não.
É uma luz constante que a tempestade não altera
É a estrela de toda nau errante, de brilho claro, embora sem matéria
Não é joguete do tempo, embora a carne sofra o peso de sua foice
Se isso for falso e provado também, eu não escrevi, e nunca se amou ninguém
_________________________________
Releitura do original "Soneto" - William Shakespeare

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Vento levou.

Tenho em mim dois eu’s
Um que briga com o tempo
Outro que segue com o vento
Tem ainda um terceiro, que briga com os dois primeiros
Mas este eu ignoro,
Porque talvez, este seja eu por inteiro.

Isso não é ruim
Também não é bom
É normal. É anormal. E talvez até imoral.
Que diferença faz?
Ainda sou ser errante, a procura da evolução
E como tal, hei de errar, hei de amar, hei de sonhar...
E um dia, quem sabe, hei de voar também.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Despertar

Ah, bons tempos de adolescencia
Quando tudo era eterno
Quando tudo era certo
Quando eu era o certo, ou ao menos quando eu achava isso.

Hoje nada mais é eterno
Nada mais é certo
Eu não sou mais certo, e ainda quando estou, não acho mais isso.
Ah, obrigado tempo, hoje eu acordei.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Re-começo.

Cansei,
Cansei de ter que estudar
Cansei dessa vida de cansasso
Cansei dessa chatísse épica
E cansei desse extresse
Quero viver do que gosto
Do que não me cansa
Quero viver de diversão
Quero viver de amigos, de praia, de ar
Quero viver de vento,
Quero viver.
Quero música.
Quero ser a música, e dela viver
Mas deixa estar, se o mundo acabar hoje
Nasce outro amanhã mesmo. E nesse, ahh nesse eu vou ser o sol, pra começar.

domingo, 29 de agosto de 2010

Nostalgia

E hoje lembrei de todas as promessas
Feitas apenas com um olhar
Das manhãs perdidas
Dos risos soltos
Dos dias ruins
E desculpe minha saudade
A culpa não é dela

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Dias

E os dias tem sido sempre tão iguais,
Nada novo
Nada de novo
De novo
Volta eu, estou aqui. Após mais um dia igual.
Talvez o problema não esteja no dia, mais em mim. De novo.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

DOIS



PELO MENOS DOIS PRA GERAR UM TERCEIRO
PELO MENOS DOIS PRA QUE HAJA O PRIMEIRO
PELO MENOS DOIS PRA QUE UM SEJA INTEIRO

____________________________________________
Poema retirado do Blog http://caralhaquatro.blogspot.com/
Por Ricardo Castro